Querida, querida, isso não me faz especial.
Há vários deles por aí.
Cortando a noite com seu peitoral de aço.
Não existe brisa onde me faço.
Esteja entre meus braços.
Quero apenas que cante para que eu possa dormir.
Querida, eu sei.
Há muitos deles por aí.
Rastejando com seus corpos para mais além,
Além de tragédias facultadas.
Você me diz: "Vá se tratar."
E não entendo por qual motivo me considera doente.
Vivemos em um período em que poetas são mortos.
Pobres facetas, perdidas entre laços banais,
Onde enlaçar não vale um real.
Em meio a essa gente nada cordial,
Exibo meu monólogo teatral.
Por que se sente tão afetada, coração?
Ainda não cheguei ao final desta canção.
Eu sei, querida, há muitos deles por aí.