O inferno se espalha pela terra,
A dor dilaceradora ajuda a formar ruas de fogo
Dentro de minhas artérias.
Sangue derramado em ambas as extremidades, e meu rosto, molhado pelo fel.
As terminações nervosas de meus lábios
Ainda se recordavam de um beijo
Que deixou de ser dado.
Foguetes estão cruzando meu campo de visão,
Espremidos entre o horizonte
E os cílios da boneca de porcelana.
Um coração caiu ao lado de minha casa. É sempre assim, nem sempre o lar está vago
Para uma aterrissagem.
Os sofredores deram as mãos. Momentos antes, atiravam pedras
Com suas máscaras ao natural, com a desculpa de que era preciso instaurar a paz
Perante o portal místico. Mas quando combateriam o inferno que andava livremente dentro deles?
O inferno havia se espalhado pela terra fértil:
Entre o queixo e o tórax.
Examinei o pobre coitado do coração debilitado,
Porém ainda pulsando;
Logo pensei: "Quanta coragem."
Caiu aqui feito bomba,
Espalhando no ar um cheiro roseado.
O inferno estava se espalhando pela terra, e o amor também.