Será que suportam espelhos?
Meu ponto é ali, na esquina do açougue,
Onde pego ossos para o cão.
Abatedouro fornecendo mortandade em troca de dinheiro.
Meu ponto é logo ali,
Perto do bueiro,
Virando a esquina onde tem quebra-molas.
Molas usadas em arte circense. A periferia anda bem decadente.
Meu ponto é ali, onde ratazanas bailam em sua exuberância.
Elas gostam de assustar
Humanos grudentos, suculentos de suor.
Meu ponto é ali, onde desce enxurrada de carnificina, onde mora a podridão.
Em instantes começa o foguetório. Lembra-te: não é São João,
Nem São Cosme e Damião. É dia de veneno, mon frère.
Meu ponto é ali, onde nascem agiotas. Lembre-se, não os confunda com idiotas.
Meu ponto é ali, onde se joga bola.
A boa vizinhança rasgou
Nossa alegria por um vidro.
Nosso último júbilo, por uma ilusão de santa paz.