Oxum

Bem que pensei em ti, Oxum,

quando os versos que eu escondia

saltaram das águas como peixes sem iscas.

Eu, que nunca soube nadar,

senti o encanto natural de me afogar.


Foi um presente teu?

Aqueles treze minutos sobre o asfalto,

no coração da cidade que nunca dorme.

Um par de olhos cor de mel no meio do caos,

e o mundo a parar de repente.

Um louvor, um ponto, um novo Ìtan.


Por essa graça, eu iria para a guerra.

Forjaria o aço das tuas Minas Gerais,

finito como tudo o que é natural,

infinito como a música que desde então,

não parou de tocar na minha cabeça.