Oxum

29 de jun. de 2025

Bem que pensei em ti, Oxum,

quando os versos que eu escondia

saltaram das águas como peixes sem iscas.

Eu, que nunca soube nadar,

senti o encanto natural de me afogar.


Foi um presente teu?

Aqueles treze minutos sobre o asfalto,

no coração da cidade que nunca dorme.

Um par de olhos cor de mel no meio do caos,

e o mundo a parar de repente.

Um louvor, um ponto, um novo Ìtan.


Por essa graça, eu iria para a guerra.

Forjaria o aço das tuas Minas Gerais,

finito como tudo o que é natural,

infinito como a música que desde então,

não parou de tocar na minha cabeça.