Quando o nome de alguém enrola sua língua

10 de jun. de 2025

Quando o nome de alguém enrola sua língua, quando se fecham os olhos e a lembrança de um cheiro conhecido traz de volta a memória de uma utopia boa, quando você sorri sem perceber ao vagar pelas ruas olhando a turma do bairro, deixando escapar sorrisos.


Quando distribuir simpatia e alegria faz jus a alguém que não tem uma cárie sequer nos dentes, que é quase uma gargalhada de tão bonita, quando a gente quase bate com a cara no poste olhando o celular, esperando aquela mensagem que não vem.


Ah! As borboletas escaparam e, na maioria das vezes, nem um beijinho esquimó iremos ousar pedir.


Sei lá, hoje até gostaria de ganhar um. Sabe quando você se eleva na rede e sente que caiu nas teias?


Só não é mais bonito que o pôr-do-sol à beira do São Francisco, aquele climinha de fim de tarde e o pescador, dessa vez, joga as redes no cardume.


E, bem, nos fins de tarde, sorrindo sozinha na varanda, fiz figa esperando as sensações, o ser de cheiros chegar.


Talvez os segredos rompam o medo e o tempo deixe de passar arrastado, mas eu não sei quando.