Costumava beber refrigerante da tua boca.
Costumávamos dançar na aurora.
Me acostumei com a gargalhada estridente,
Capaz de furar a barreira da arcada dentária
E atingir meus tímpanos perfurados.
Capaz de se propagar pelo céu,
Viajando até o estranho mais próximo.
Havia uma banda que nos contemplava.
Não conseguia seguir o ritmo, observando teu balanço.
Talvez fosse assim que Lampião se sentia
Quando Maria Bonita se punha a rodar.
Havia um peito desnudo de carne a te esperar.
Corra, mulher! Estão tentando prender nossos sonhos.
Posso segurar tua mão magra no círculo negro. Ande,
Eles tentarão nos prender no lamaçal.
Lembra? A grama era verde, e a luz solar refletia teu sorriso.
Você fugia dos meus olhos cansados, e tu decidiste por partir, fincar os pés em areias.
Tola. Mais tarde, descobriu que eu era uma raiz aérea.