Olá, minha querida mulher Hiroshima,
Mantenha-se de pé.
Irei te amar por todo o outono,
Ainda que a aura sopre, assobiando,
Ainda que todas as pétalas caiam,
Aguardarei no banco sem cor, até que chegue a primavera.
Liberando meu itálico,
Sem seus beijos,
Na transição para a rosa de Hiroshima, cálida,
A rosa radioativa.
Te amando invernalmente,
Seguindo a trilha de folhas mortas.
Sem tua porta para bater,
Sem teu veneno para provar,
Sem teu elogio fúnebre,
Germinando nossas sementes amassadas,
Uma futura casa.