Que é este ser, que traz e traga, mas retém vestígios de ira?
A velha mania de eternizar até os passos de alguém.
Outrora, foi-se essa foice, que não me arranca a garganta a gotejar e escreve estercos de forma vã.
Acha cansativo. Cansativo é a existência em corda bamba.
Todas as luzes se apagaram, buscando a falência múltipla dos órgãos.
Ensinaram-me: "nunca" e "sempre" são palavras que não devem ser usadas.
Anacronismo.
Olhar para o céu é olhar para o passado. E por que o fardo não se torna coisa passada também?
Um carro de som circula, enquanto sou atropelado pela mente subjetiva e encaixotada.
Contradição.
Alguém que não se identifica com a felicidade, muito menos com a delícia de ser.
Solicitar o sono, ir além de fragmentos de dormência.
Fragmentada e conveniente é minha memória, mas tornei-me um monumento onde pichações são grafadas.
A durar três notas, enquanto a poeira é levantada.
Através dela, o farol.
Talvez seja uma estrela morta, mas que em outras passagens vivia na luz.
As cousas funcionam de outra maneira na prática.
Caça alguém a observar, pela fresta do portão, outro ninguém que solta fumaça, que não se livra da falácia.
Lembra-te da impermeabilização, ectoplasma.
Assume tua forma indeclinável.
Constrói tuas frases.
“Beleza, beleza, beleza”, me dizia o manco.
Faça o coro cá dentro, necessário para pertencer.