Estou me afogando em uma cisterna de blues, tentando musicar frases que ainda não encontraram seu caminho. Donnie andava se sentindo solitário, tropeçando em suas próprias pernas. Cambaleante, encontrou seu raro perfume.
Algumas criaturas estão destinadas a tragédias, mas não sei quando a minha chegará; será com algum punhal de amor traído? Uma turbina cairá sob meus cabelos? O blues me sufocará como botões que apertam o colarinho?
Minha aflição é ver que ainda vivemos como nossos pais.
O disco gira sempre na mesma direção. Eu nunca entendi muito bem sobre metafísica, sei que quando a marca atingir o risco, algum compositor baiano me encontrará em seus rabiscos, me levando na mala de livros.
E não é que os jovens hegelianos se preocupavam em interpretar o mundo enquanto os acontecimentos galopavam sem cessar? No boteco da periferia, há um jovem encontrando um novo escape sem se importar com coisas tolas da academia; uma moeda bastava para ouvir Tommy Emmanuel, naquela noite serviria de consolo.
O prato do doutor estava frio, e o blues não parava de tocar.